Fertilize nas redes sociais:
Dúvidas? ligue: (31) 3109-4109 | (31) 99115-6484 | (31) 9956-56484

Blog

Curiosidades sobre a história da Inseminação Artificial de bovinos no Brasil

Você já pratica a Inseminação Artificial, certo? Mas você sabe há quanto tempo ela faz parte da vida das fazendas no Brasil? Já se perguntou como essa tecnologia chegou a você e como ela faz, do Brasil, um dos países que mais utilizam Inseminação Artificial em bovinos?

Para falar um pouco sobre essas curiosidades, escrevemos um pouco sobre o histórico da IA no Brasil e, também, sobre a evolução do processo. Acompanhe a postagem para saber mais! 

A chegada da Inseminação Artificial no Brasil

No Brasil, o primeiro registro a respeito da IA em bovinos é de 1935, quando houve o início da aplicação da técnica no estado de São Paulo. Três anos depois, o governo de São Paulo, em parceria com a Estação Experimental de Pindamonhangaba, criou um local para pesquisas com foco no estudo e no desenvolvimento da IA

Na década de 1940, a IA começou a ser praticada em diversos estados brasileiros: Pernambuco, Sergipe, Ceará, Minas Gerais e Rio de Janeiro. 

Em 1942, houve o primeiro experimento de transporte a longa distância de sêmen bovino no Brasil, transportando-o de avião. A partir disso, o transporte de sêmen passou a acontecer por avião e trem na região Nordeste.

Dois anos depois, aconteceu o primeiro curso de capacitação prática para inseminadores, no Rio Grande do Sul, e no ano seguinte, no Rio de Janeiro, criou-se um documento que regulamentava a aplicação da IA no Brasil. Esse avanço aconteceu antes mesmo da regulamentação da profissão do médico veterinário, feita em 1968!

Na década de 1950, começou o intercâmbio científico entre brasileiros e estudiosos estrangeiros a respeito da IA e do congelamento do sêmen bovino. Em 1954, houve um grande experimento com sêmen congelado: de 24 vacas inseminadas, obteve-se taxa de prenhez de 54,2% já na primeira tentativa. Em 1952, já existiam mais de 20 locais em que a IA era praticada no Brasil.

Em 1953, aconteceu a inauguração do primeiro banco de sêmen congelado da América do Sul: no Rio de Janeiro, o sêmen era armazenado em ampolas de vidro de 1,2 ml lacradas a fogo, que ficavam em gavetas metálicas com álcool. Os recipientes ficavam a -79º C, com a ajuda de blocos de gelo que ficavam na parte de cima dos recipientes.

O armazenamento do estoque de sêmen com nitrogênio líquido

Em 1958, por meio de uma visita de 4 meses do Dr. David E. Bartlett, veterinário da ABS (empresa então sediada nos EUA), foi introduzido no Brasil o método de conservação do sêmen congelado com nitrogênio líquido.

Na época, Bartlett apontou que havia cerca de 15 centros de coleta de sêmen e que 25 a 35 mil vacas eram inseminadas por ano. O cenário era muito diferente da atualidade: a aplicação do sêmen na fêmea era feita com auxílio do espéculo de metal ou de vidro e o conhecimento sobre a técnica era precário, inclusive causando a proliferação de doenças. Na visita de Bartlett, veterinários brasileiros aprenderam sobre a técnica de fixação da cérvice via retal.

A criação de centros de processamento de sêmen

Na década de 1970, centros de processamento e tecnologia de sêmen começaram a ser criados, tanto na região Sudeste quanto nas regiões Sul e Nordeste. Em 1974, houve a criação do CBRA — Colégio Brasileiro de Reprodução Animal e da ASBIA — Associação Brasileira de Inseminação Artificial.

Em 1976, havia 31 centros de processamento de sêmen e 84 empresas de comércio de sêmen, segundo o DFRIA e, desde 1981, a ASBIA produz relatórios anuais sobre IA no Brasil.

Últimos avanços na tecnologia da Inseminação Artificial em bovinos

Um grande marco da história recente da IA no Brasil foi o início da prática da IATF — Inseminação Artificial a Tempo Fixo, que aconteceu por volta de 2001. Na IATF, hormônios aplicados nas fêmeas sincronizam a ovulação do rebanho e dispensam a observação de cios para a fecundação das inseminações, estabelecendo uma meta de obtenção de uma cria por ano de cada matriz. Em 2007, a técnica teve um grande impulso no Brasil.

Outra evolução na IA aconteceu pela introdução da tecnologia do sêmen sexado no mercado, por volta de 2005. A determinação do sexo por meio do sêmen acontece a partir da separação entre os espermatozoides com cromossomo X e os espermatozoides com cromossomo Y.

Com o advento dessas novas tecnologias — especialmente a IATF —, o Brasil passou a ser referência mundial da técnica e, hoje, é o maior do mundo em comercialização de sêmen das raças de corte taurinas e zebuínas.

Gostou de saber esses fatos sobre a história da IA? Eles fazem parte do nosso Guia Sobre A História da Inseminação Artificial no Brasil, com muitas informações e dicas sobre o assunto! Acesse-o aqui. 

Fontes: Relatórios da ASBIA, Livro "História Ilustrada da Inseminação Artificial", de Neimar Correa Severo, e Portal IATF.

Últimas notícias

Fique por dentro de nossas novidades

Cadastre-se e receba informações sobre a Evolução na Pecuária.